Hoje nasceu a Maria Farrusca! Quando digo nasceu, quero dizer começar a existir materialmente, ter forma, textura, tridimensionalidade. Nascer verdadeiramente, ela já o fez há muitos e muitos anos. Tem vivido de forma tranquila e protegida, confortavelmente instalada num jardim privativo. Agora, de repente, decidiu revoltar-se. Cansada de estar fechada e de se sentir aprisionada, libertou-se, autonomizou-se e decidiu que há muito mundo para ver e sentir. Agora, diz que quer conhecer e ser conhecida, dar e receber, comunicar, mostrar, enfim, viver.
Eu, ainda estupefacta com o que aconteceu, não tenho outro remédio senão deixá-la voar. Apresento-vos, portanto, a Maria Farrusca, real, palpável, viva...
